Artistas e público, em diferentes palcos e bairros de São Paulo, tiveram algo em comum neste fim de semana de #ViradaCultural: o grito por…

A Virada Cultural se tornou um enorme palco contra Michel Temer

A Virada Cultural se tornou um enorme palco contra Michel TemerArtistas e público, em diferentes palcos e bairros de São Paulo, tiveram algo em comum neste fim de semana de #ViradaCultural: o grito por…


A Virada Cultural se tornou um enorme palco contra Michel Temer

Foto: Alice V/Democratize

Artistas e público, em diferentes palcos e bairros de São Paulo, tiveram algo em comum neste fim de semana de #ViradaCultural: o grito por #ForaTemer. Nas apresentações de Criolo, Emicida, Detonautas, Elza Soares e tantos outros artistas, não faltou protesto contra o novo governo.


Alguns fatores políticos tornaram a Virada Cultural deste ano em São Paulo um verdadeiro evento pra ficar na história.

A decisão inicial do governo Temer extinguir o Ministério da Cultura, os questionamentos legais sobre o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e a onda de ocupações dos secundaristas tornaram um evento cultural e musical em palco político, onde protestos tomaram conta de várias apresentações ao redor da cidade.

Tudo isso ocorre apenas duas semanas depois do começo do governo interino em Brasília, comandado por Michel Temer e pelo PMDB.

De lá pra cá, várias manifestações se espalharam pelo país, atraindo milhares de pessoas. Só na semana passada em São Paulo foram pelo menos três atos convocados nas redes sociais contra o presidente interino.

Além disso, ocupações em prédios públicos ligados ao Ministério da Cultura também ocorreram, como é o caso da Funarte no centro de São Paulo, ocupado por artistas e ativistas.

A apresentação do cantor Ney Matogrosso na Virada Cultural | Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Na Virada, os protestos partiram tanto do público quanto dos próprios artistas.

Neste ano a prefeitura de São Paulo resolveu descentralizar o evento, levando boa parte das atrações para regiões mais periféricas, principalmente na Zona Leste e Zona Sul da cidade.

No Centro, a primeira apresentação que contou com manifestações contra Michel Temer foi a do cantor Ney Matogrosso. Na platéia, o público pedia a saída imediata do presidente interino com gritos e faixas de “Fora Temer”.

Poucas horas depois, foi a vez de um dos shows mais elogiados do evento neste ano, que ficou por conta da cantora Elza Soares, também na região do centro da cidade.

A banda que faz parte da equipe da cantora chegou a estender uma faixa em cima do palco contra Michel Temer e a favor das ocupações nos prédios da Cultura ao redor do Brasil.

Enquanto isso, o público gritava quase que de forma unânime pela saída do presidente interino.

Foto: Alice V/Democratize

Na mesma noite, a cantora Valesca Popozuda se apresentou também no Centro, onde mais uma vez ocorreu manifestações contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Em entrevista ao Democratize, a funkeira elogiou o formato da Virada Cultural, que dá a possibilidade ao público de baixa renda conseguir ter acesso aos shows de seus artistas favoritos sem precisar ter gastos com ingresso.

Já no domingo, o cenário se repetiu mais uma vez.

No Palco Júlio Prestes, o rapper Criolo também deu seu recado sobre o atual cenário político, segurando uma faixa em apoio aos estudantes secundaristas do Brasil, que desde o final do ano passado ocuparam escolas em São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Sul.

A banda de rock Detonautas, comandada pelo cantor Tico Santa Cruz, não ficou de fora.

O vocalista falou sobre a tentativa de Michel Temer de acabar com o Ministério da Cultura, criticando a grande mídia pela “marginalização da classe artística”. Tico ainda pediu que os artistas tenham maior sensibilidade com as minorias, que são marginalizadas e criminalizadas pela sociedade e meios de comunicação de forma rotineira e cotidiana.

A apresentação do Detonautas ainda rendeu protestos contra Michel Temer e apoio aos estudantes secundaristas.

Apresentação da banda Detonautas na Virada Cultural | Foto: Thais Helena Ribeiro/Democratize

O rapper Emicida, que se apresentou fora do Centro da cidade, criticou o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, dizendo que “54 milhões de votos não valem porra nenhuma na democracia brasileira”.

Para finalizar, a banda Nação Zumbi fechou a Virada Cultural histórica deste ano puxando mais um grito pela saída do presidente interino Michel Temer.

Veja os vídeos da cobertura da Agência Democratize neste evento histórico.

Apresentação de Elza SoaresEntrevista com a cantora Valesca PopozudaApresentação do rapper CrioloApresentação da banda DetonautasApresentação da banda Nação ZumbiApresentação do rapper Emicida

By Democratize on May 23, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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