Foto: Wagner Maia

A UERJ resiste em um Rio abandonado

Talvez não tivesse outras tantas fotos que fazemos diariamente no cenário de luta no Rio de Janeiro, que representassem a atual situação do nosso Estado como essa foto. Uma senhora aparentemente moradora de rua, dorme em meio às altas temperaturas cariocas, sem conforto, com pouca vestimenta, essas amassadas e aparentemente desgastadas por excesso de uso. Essa senhora, que tem ao fundo nomes que causam e causaram tormenta a nossa população; esses, ditos governantes, têm quase que total parcela de responsabilidade em não oferecer um lar, futuro e condições melhores para nossa população, principalmente a negra, periférica e favelada.

O cenário de abandono chegou em todas as instâncias, são escolas abandonadas e sendo fechadas em todo o Estado, centenas de milhares de desempregados e em meio ao caos, funcionários públicos e terceirizados sem receber seus salários. Para completar o cenário catastrófico do nosso Estado, desde o ano passado (2016), o governador mandou para a Alerj o que popularmente tem sido chamado de pacote de maldade (que foi rejeitado pelos deputados depois de forte pressão popular, principalmente de funcionários públicos). O pacote é, segundo o que o próprio governo diz, um conjunto de medidas que trarão paz e conforto para própria população. Mas, o que se esconde nesse pacote é entre tantas medidas, as chamadas demissões voluntárias, aumento da contribuição do funcionalismo público, cortes nos gastos com Educação, Saúde, Segurança e, principalmente, a extinção de diversas políticas públicas que têm beneficiado a população ao longo desses anos.

Ato a favor da UERJ e do ensino público

E esse caos chegou à Universidade do Estado do Rio de Janeiro há muitos anos. São anos de abandono e prioridades em investir em outros setores como os grandes eventos com Copa do Mundo em (2014), Olimpíadas em (2016) e isenções fiscais para diversas empresas privadas. O resultado é uma universidade abandonada e prestes a fechar as portas por não ter o mínimo de condições para funcionar. Mas, os estudantes têm feito diversos protestos, lutando da forma que dá frente à repressão policial e ao abandono dos governantes.

Nessa semana, começou um mutirão de luta a favor da UERJ e do ensino público, gratuito e de qualidade. A luta é de todos nós e por isso, em meio a um Rio abandonado, a UERJ resiste e luta diariamente contra os maus feitores da sociedade. A UERJ vive e resiste.

A UERJ Resiste Em Um Rio Abandonado

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