Foto: Sean Rayford/Getty Images

A revolta em Charlotte após a morte de um negro pela polícia

Nos Estados Unidos, após diversos casos de violência policial desproporcional contra jovens negros, a população parece dar o seu recado de forma bem simples: isso não será mais tolerado. Na cidade de Charlotte, protestos violentos seguem para o seu terceiro dia.

Pela segunda noite seguida, protestos ocorrem na cidade de Charlotte, no estado da Carolina do Norte, após a polícia ter matado mais um homem negro.

As manifestações seguem o mesmo padrão de casos anteriores, como em Baltimore ou em Ferguson. Jovens negros fecham vias por toda a cidade, impedindo o trânsito de automóveis, causando a utilização da polícia para dispersão dos protestos. Em seguida, os manifestantes respondem.

Na segunda noite de protestos, um manifestante ficou gravemente ferido após ser agredido por policiais. Foram efetuados disparos contra o protesto. A polícia preferiu não admitir a ação desproporcional, alegando que teria sido um caso de “civis contra civis”. Após o tumulto, foi declaro estado de emergência na cidade.

Foto: Jeff Siner/AP

Trata-se de maior cidade do estado da Carolina do Norte, e tal incidente aumenta ainda mais as tensões entre polícia e manifestantes. As autoridades estaduais defendem a ação policial, negando o uso de qualquer arma letal, enquanto os manifestantes afirmam ter provas que o disparo letal partiu de um policial contra o manifestante.

As manifestações ocorrem após a morte de Keith Lamont Scott, de 43 anos, numa ação policial na terça-feira. Segundo a família de Keith, ele foi abordado por policiais enquanto lia um livro ao lado de seu carro, quando foi atingido.

Foto: Sean Rayford/Getty Images
Foto: Brian Blanco/Getty Images

O primeiro dia de manifestalções deixou vários feridos, inclusive policiais.

Mas não se trata da primeira mobilização contra a violência policial. Vários casos surgiram nos últimos anos em diferentes cidades, como Baltimore e Ferguson, onde homens negros foram brutalmente assassinados por policiais, sem qualquer justificativa. As mortes geraram manifestações violentas, e principalmente o debate sobre o racismo institucional que ainda vive os Estados Unidos — principalmente a sua polícia.

Só neste mês, além do caso de Keith, outros surgiram. Um homem negro de 40 anos, desarmado, foi morto pela polícia de Tulsa, em Oklahoma. Dois dias antes, um menor de 13 anos foi morto por policiais após sacar uma arma de brinquedo.

Trata-se de um recado da comunidade negra nos Estados Unidos: o racismo e a violência policial não serão mais tolerados.

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