Foto: Guito Moreto

A pessoa por trás de Crivella, ex-governador Garotinho é preso

Através da Operação Chequinho, da Polícia Federal, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, foi preso nesta quarta-feira (16). Mas qual a sua relação com o futuro prefeito eleito da capital, Marcelo Crivella (PRB)? Braço direito do bispo licenciado da Universal, Garotinho chegou a indicar vice do futuro prefeito, além de participar ativamente da campanha e visar cargos na prefeitura.

Com mandado expedido pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira, o ex-governador Garotinho foi preso na manhã desta quarta-feira. Segundo as investigações da Polícia Federal, ele esteve envolvido no caso de uso do programa social Cheque Cidadão para compra de votos na cidade em 2016.

Essa eventual compra de votos não teria ocorrido na capital, mas sim na cidade onde Garotinho atualmente atua – Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Segundo O MP do Rio, em troca dos votos, a prefeitura oferecia inscrições fraudulentas no programa Cheque Cidadão, que dá até R$200 por mês a cada beneficiário. Garotinho atua como secretário de Governo da cidade.

Mesmo com a suposta compra de votos, Garotinho não conseguiu sair bem sucedido na cidade. Seu candidato, Dr. Chicão (PR), que é vice da atual prefeita Rosinha Garotinho (PR) – esposa do ex-governador – perdeu nas urnas durante o primeiro turno, para o candidato Rafael Diniz (PPS).

Porém, Garotinho conquistou uma vitória importante neste ano – e foi no Rio de Janeiro, com seu candidato Marcelo Crivella (PRB).

Mesmo com as variadas tentativas de Crivella descolar a sua imagem com a do ex-governador, Garotinho foi essencial para a vitória do bispo licenciado da Universal. Durante a campanha, ambos selaram “um casamento político de conveniência”. Sua aliança com o PR permitiu que Crivella mais que dobrasse seu tempo de TV na propaganda eleitoral do primeiro turno. Em troca, segundo aliados, a família Garotinho negocia espaço e cargos na futura prefeitura, além de mirar um possível apoio para a candidatura do ex-governador nas eleições de 2018.

Já existem secretarias pré-negociadas com a família Garotinho: a de Obras, cujo orçamento é de R$2,7 bilhões, além de Saúde e Educação, que possuem os maiores orçamentos.

Porém, o relacionamento entre ambos foi muito maior. O próprio site do PRB divulgou durante as eleições que a indicação de Mac Dowell, vice de Crivella, foi feita pelo ex-governador Garotinho. Horas depois, a publicação foi apagada e o futuro prefeito do Rio negou a veracidade da informação, divulgada pelo seu próprio partido.

No post, o texto relata uma declaração de Garotinho durante a convenção do partido: “No campo popular temos o Crivella, que tem compromisso com os humildes. (…) Indicamos o Mac Dowell para ser o vice-prefeito por acreditar que é uma excelente opção para nosso projeto político”, afirmou o ex-governador, segundo site do PRB.

A relação próxima entre Crivella e Garotinho foi retratada pelo blogueiro do O Globo, Lauro Jardim. Durante a campanha, o ex-governador teria ligado em apenas um dia pelo menos três vezes para Crivella. Segundo Jardim, “na terceira vez, Crivella disse para as pessoas com quem estava reunido: Não sei como me livrar dele”.

 

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