Saúde, transportes e ensino público viveram uma quarta-feira (8) de paralisação em toda a Grécia nesta semana. Inspirados pelo exemplo que…

A Grécia segue os trabalhadores franceses com greves e novas manifestações

A Grécia segue os trabalhadores franceses com greves e novas manifestaçõesSaúde, transportes e ensino público viveram uma quarta-feira (8) de paralisação em toda a Grécia nesta semana. Inspirados pelo exemplo que…


A Grécia segue os trabalhadores franceses com greves e novas manifestações

Foto: Angelos Tzortzinis/AFP/Getty

Saúde, transportes e ensino público viveram uma quarta-feira (8) de paralisação em toda a Grécia nesta semana. Inspirados pelo exemplo que vem da França, os trabalhadores gregos prometem uma nova onda de manifestações e ocupações contra os cortes do governo por imposição dos credores.


“Isso aqui vai virar a França!”

Gritavam os ferroviários na Grécia, nesta quarta-feira (8) na primeira grande paralisação do ano contra os cortes de gastos promovidos pelo governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras.

Não foram apenas os ferroviários: a paralisação de 4 horas também ocorreu na estatal de energia e nos ônibus públicos.

Além desses setores, trabalhadores e profissionais da Educação e da Saúde cruzaram os braços por toda a quarta-feira. Estudantes universitários prometeram a ocupação de universidades e escolas públicas caso o governo do Syriza não recue da medida de austeridade, feita por imposição dos credores da União Europeia e FMI (Fundo Monetário Internacional).

Os trabalhadores questionam os planos para incluir o transporte público no ‘super fundo’ de privatização acordado entre executivos e credores. Segundo informações dos sindatos que lideram a categoria, as paralisações devem ocorrer nos próximos dias ainda de forma pontual, também por conta dos atrasos na assinatura do contrativo coletivo.

Foto: AP Photo/Giannis Papanikos

Na Saúde, o governo anunciou recentemente o corte de significativos 50% nas pensões complementares, enquanto a federação dos professores anunciou a paralisação devido á falta de novas contratações para docentes.

Trata-se do “primeiro round” de algo que pode se tornar ainda maior, segundo falou ao Democratize o jornalista e ativista europeu, Jerome Rooss: “A insatisfação com o governo do Syriza é grande na Grécia, mas a indignação dos gregos contra os bancos e credores é ainda maior. Com a vitória do Tsipras, eles pensaram que as coisas mudariam. Mas mesmo com um governo de esquerda não mudou. Agora eles sabem que não adianta qual partido vencer ou não, quem governa realmente a Grécia é a União Europeia e os investidores externos”, disse o jornalista.

Para Jerome, a tendência é que nas próximas semanas os gregos acabem seguindo o exemplo francês: “Os estudantes universitários já estão organizando grandes passeatas pelas redes sociais em defesa da Educação, junto aos professores. Isso, junto com a possibilidade de uma greve geral mais ampla, deve ser o primeiro passo para o combate contra a austeridade na Grécia neste ano. Isso vai acontecer nas próximas semanas e pode se espalhar por outras países na Europa ainda neste ano, como na Espanha por exemplo”.

A França vive uma onda de paralisações e manifestações violentas contra a chamada Nova Lei do Trabalho, que retira diversos direitos trabalhistas conquistados pelos franceses durante o século XX.

By Democratize on June 9, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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